Cajueiro Intergaláctico #DiaNostálgico

Olá! Sou Ríghel.

Neste mês das Crianças, quero partilhar com vocês um lugar nada turístico, mas que se revelou um meio extraordinário de aventuras e recordações. Sem dúvida, faz parte das minhas primeiras andanças.

No sítio dos meus avós há muitas plantas frutíferas: seriguela, goiaba, pitanga, coco, manga, etc. Frutas, hummm…uma mais deliciosa que a outra!

Dentre tantas opções, havia um pé caju que não apenas alimentava nossa barriga, alimentava nossa imaginação – minha, dos meus primos e de alguns amigos de infância.

Era uma árvore pequena, troncos e galhos retorcidos, beleza nada de extraordinária, mas perfeita. Perfeita para ser nossa “Enterprise”: levando para mundos e universos ainda desconhecidos. 

Era incrível que naqueles galhos tão retorcidos enxergávamos perfeitamente a cabine do pilotos, com seu assento e comandos de controle e navegação da nave. Incrível!!!

Não ficava atrás da Millenium Falcon do Han Solo (de Guerras nas Estrelas). Equipado com armas por todos os lados, alta capacidade de manobra e defesa. Com excelente sistema de camuflagem – sabem a que me refiro?! hahaha..

Pronta para bater de frente qualquer Lua da Morte.

Avante, Cajueiro! Ao infinito e além…

Ops! Desculpem… Viajei um pouco agora, hehehe…

Nas minhas andanças por aí e com minha esposa, vi muitas árvores e cajueiros magníficos, como Cajueiro de Pirangi, o maior pé de caju do mundo. Mas não se compara a grandeza do nosso  Cajueiro Intergaláctico.

Mamãe dizia que a vovó era ótima para criar histórias e tinha uma boa mão para plantar – aonde plantasse, a árvore gerava bons frutos.

Vovó também plantou esse cajueiro. NOSSA! Ela crapichou!!!

Não apenas cajus, mas boas histórias e recordações foram produzidas. Nesse cajueiro cideral, entre uma viagem espacial e outra, pude conviver e brincar com meus primos (infelizmente não todos, apenas alguns da mesma geração que a minha) e amigos vizinhos.

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#DiaNostálgico : Eu e o Cajueiro Intergalático (à direita) novamente.

Hoje, já adulto, tive recentemente a alegria de revê-lo. Cercado de mato alto e ervas daninhas, o nosso Cajueiro Intergaláctico continua de pé, desfrutando sua merecida aposentaria, depois de tantas viagens intergalácticas. Mas ainda mantém uma expressão viva e vigilante, como se estivesse  aguardando pela próxima (talvez a última) aventura.

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