Nas Andanças com fé: especial de páscoa. #QGEaster

Fala galera! O QG dos Blogueiros propôs um post especial e nós não poderíamos ficar de fora dessa. É claro que aceitamos falar do verdadeiro sentido da Páscoa. Afinal, é o que dá sentido a nossas vidas.

Somos católicos e para nós, cristãos, a Páscoa é uma passagem para uma vida glorificada.  Deus se fez homem, o Verbo se fez carne e nos amou até o fim.  Jesus foi crucificado, morreu por nós, ressuscitou.  Nosso Deus é um Deus de Amor, um Deus vivo, presente em nós. Em Nossas Andanças vemos que não somos poucos, somos muitos que cremos na vida, morte e ressurreição do nosso Senhor. E essa experiência de encontro com outros povos e culturas fortalece a chama da fé presente em nós.

Mais do que as belas obras de artes e arquiteturas robustas espalhadas por esse mundo a fora, falaremos aqui daquilo que dá sentido a tudo isso:  a fé. Por isso aqui relembraremos experiências vivas de fé, de gente que acredita. Das festas, dos momentos e celebrações em que não foi o artístico que nos tocou, mas a vivência de fé do outro.

Arquitetura religiosa? Talvez você logo tenha pensado em Minas Gerais e suas cidades históricas: Congonhas, Ouro Preto, Mariana, Sabará, Tiradentes, São João Del Rei e suas belas igrejas barrocas. Aqui ressaltamos as festas do Divino, de Corpus Christi, da Semana Santa que lotam essas cidades e mostram a chama da fé viva no coração de muitos.

Pensamos muito no Museu da Liturgia em Tiradentes, que apresenta obras de arte sacra e objetos litúrgicos contextualizando em momentos cheio de vida e ação, indo muito além de uma beleza estética.

A encantadora Paraty não fica para trás, com as expressões fervorosas de fé e procissões nas suas belas ruas de pedra.

Conservatória, no Rio de Janeiro, a terra da seresta nas missas dominicais leva para as celebrações o estilo musical mancante da cultura da cidade.

Como não recordar do Padre que conhecemos no interior do Mato Grosso do Sul que percorria mais de 90 km para celebrar a Santa Missa e era o único sacerdote de região? E das celebrações dominicais da Palavra que participamos por esse nosso Brasil em comunidades isoladas que passam meses sem a presença de um padre?  Exemplos de fé que nos impulsionam.

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Mato Grosso do Sul

Também lembramos aqui as comunidades ribeirinhas do norte desse nosso Brasil pela qual passamos, e a presença da igreja. Esses nossos irmãos ribeirinhos que na vivência do dia-a-dia muito nos ensinam sobre comunhão fraterna.

Fazemos também memória de um feriadão de 12 de outubro que pegamos a Dutra, rodovia na qual as margens localiza-se a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, e as diversas pessoas que naquele momento faziam uma peregrinação de fé. Aqui destacamos também algo que nos marcou, aqueles que na beira da pista ajudavam os peregrinos em um gestão de amor, gratuito e livre como o verdadeiro amor.

E aquele Campo de Marte lotado aguardando a canonização de Frei Galvão na noite do dia 10 para o dia 11 de maio de 2007? Um frio aquecido pela presença de muitos corações.

E os encontros mundiais? Aqui rememoramos algumas Jornadas Mundiais da Juventude com o Papa, em especial Sidney 2008, Madri 2011 e Rio 2013.  Sidney lá no outro canto do mapa foi repleta de jovens acolhidos pelos australianos que se uniram para ouvir o Santo Papa e orar. Em Madri, os diversos abraços de jovens de todo o mundo, de países que nem existiam no nosso mapa mental, cheio de afeto e amor. Ah… e no Rio? Que o amor conquistou os moradores de Copacabana que não tinham ideia da dimensão do encontro, além das histórias de pessoas que reacenderam a sua fé. Não poderíamos deixar de mencionar aqui o que ouvimos de um funcionário  de um atrativo que foi tomado por jovens durante a jornada: “depois de tudo que eu vi nessa semana é impossível não acreditar em algo muito maior que move vocês.”

 

JMJ SYDNEY 2008

 

JMJ MADRI 2011

JMJ RIO 2013

E que sensação ao entrar nas Catacumbas (confira o nosso post) e ver como se reuniam os primeiros cristãos!

Aqui também relembramos o sentimento de uma amiga não católica que teve o seu coração invadindo por uma imensa alegria ao pisar no Vaticano.

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Vaticano

E as diferenças culturais? A surpreendente organização australiana de ordenadamente se levantar para comungar e a correria desordenada no Peru na hora da Comunhão. Peru que deixa marcas visíveis da sua cultura, retratada na imaginária e na fé presente em cada palavra e gesto do seu povo. Em poucos dias ouvimos falar muito de Deus.

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Cusco – Peru

Ainda sobre diferenças culturais e voltando um pouco para o nosso país de proporções continentais… A música. Os belos órgãos, os cantos gregorianos, harpa, que já tivemos a oportunidade ouvir em alguns locais. Em outros, viola, sanfona e triângulo presentes principalmente em nossos sertões. Expressões culturais diferentes, mas com o mesmo objetivo: louvar o Nosso Senhor.

Vivências essas aqui narradas que experimentamos em Nossas Andanças, momentos que nos fortalecem e no qual sentimos que somos muitos dispostos a amar e viver o amor. Somos muitos que partilhamos o mesmo sentido para a vida. Somos muitos buscando um mundo melhor. Estamos juntos! Vamos amar!